Atualidades – Vitruvius

Código Florestal

As mudanças aprovadas na Câmara e a questão urbana

Álvaro Rodrigues dos Santos

Vitoria Regia, planta aquática da Amazônia. Foto tirada no Museu Paraense Emílio Goeldi na cidade de Belém Foto Emerson Santana Pardo  [Wikimedia Commons]Vitoria Regia, planta aquática da Amazônia. Foto tirada no Museu Paraense Emílio Goeldi na cidade de Belém

Foto Emerson Santana Pardo [Wikimedia Commons]

Ainda que com jurisdição extensiva as cidades, todos têm já plena consciência que o Código Florestal de 1965, como resoluções dele decorrentes, como a Resolução Conama 303 reguladora das APPs – Áreas de Proteção Permanente, é de inspiração rural, sendo conceitualmente inadequado para a regulação florestal e ambiental do singular espaço urbano.

Dessa inadequação decorre uma alentada coleção de conflitos judiciais e administrativos entre empreendedores urbanos privados e públicos, em sua grande maioria postuladores de projetos ambientalmente corretos, e instituições de fiscalização ambiental procedimentalmente engessadas por uma legislação equivocada, não vocacionada para a urbe. Junte-se a esse imbróglio um corpo de fiscais despreparados e confusos frente às intricadas questões tratadas.

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Perspectivas e desafios para o jovem arquiteto no Brasil

Qual o papel da profissão?

João Sette Whitaker Ferreira

“Da constatação de que a arquitetura brasileira, não obstante seu inegável sucesso internacional, fracassou no seu papel social. É a única conclusão que se pode tirar ao olhar para um país onde, em média, 40% da população urbana vive precariamente, sem arquitetura nem urbanismo. Uma tragédia, que deveria tirar o sono dos arquitetos. A arquitetura e o urbanismo, quando vistos como uma profissão central na sociedade, que reflete e propõe a organização do território e do espaço construído, tem uma vocação indiscutivelmente transformadora. Porém, para além das boas obras de autores individuais, ela indiscutivelmente não foi capaz de sustentar uma urbanização decente no nosso país.”

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Conjunto Heliópolis I, arquiteto Luis Espallargas Gimenez (Habi/Sehab)
Foto Luis Espallargas Gimenez

Centros Educacionais Unificados: arquitetura e educação em São Paulo (1) | vitruvius

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CEU Rosas da China, São Paulo. Arquitetos Alexandre Delijaicov, André Takiya e Wanderley Ariza
Foto Nelson Kon

“Porque não considerar em cada bairro, a escola, o grupo escolar, como fonte de energia educacional, como ponto de reunião social, como sede das sociedades de “amigos de bairro”, como ponto focal de convergência dos interesses que mais de perto dizem com a vida laboriosa das suas populações?” Arquiteto Hélio Duarte, 1951 (2)

Os projetos dos Centros Educacionais Unificados – CEU, gigantescas intervenções educacionais da Prefeitura da cidade de São Paulo nos seus bairros periféricos, constituem o capítulo mais recente de uma série de ações para o reverter o quadro da desigualdade social no Brasil. O amplo reconhecimento dos grandes feitos da arquitetura moderna brasileira pode levar ao equívoco de considerá-la ausente do enfrentamento das demandas sociais existentes no país. É comum o estereótipo da arquitetura excepcional, dos monumentos projetados pela ação de alguns poucos arquitetos geniais. Pesquisas historiográficas revelam que a generalização da arquitetura moderna no Brasil passou por sua destacada atuação na ação social do Estado, inclusive na educação, desde meados dos anos 1940.

O atual projeto dos CEU constitui mais um passo em uma longa história de interação entre arquitetos e educadores no desenvolvimento de propostas para enfrentar a perversidade do processo de urbanização das nossas cidades (3). Um personagem chave para entendermos essa interação é o educador Anísio Teixeira. Após sua pós-graduação com o norte-americano John Dewey entre 1927 e 1929, Teixeira desenvolveu e aplicou políticas educacionais onde a escola pública deveria ser estendida a todas as classes sociais e ser capaz de cumprir um papel formador do cidadão (4). Mas, enquanto nos Estados Unidos a escola servia a uma comunidade ativa, Teixeira reconhecia que a escola brasileira deveria se tornar um centro polarizador de uma comunidade inexistente. Frente ao rápido inchamento das cidades brasileiras, para que a concepção do pragmatismo educacional norte-americano funcionasse era necessário que a escola tivesse um papel destacado na transformação desses heterogêneos agrupamentos populacionais em comunidades organizadas. A escola passa a ser um instrumento para a estruturação da sociedade e das cidades.

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Urban Life

    A vida na cidade contemporânea e globalizada mudou completamente a visão desta pelas pessoas que vivem nela e sua interação com as outras pessoas. Num espaço conurbado e que não pàra  de crescer as pessoas acabam tendo dificuldades em distinguir o própio lugar onde vivem.

    A imagem da cidade é muitas vezes individual e necessita de uma compreensão que vai além dos limites de um bairro, por exemplo. a distinção do espaço urbano se dá de maneira muito mais social do que geográfica. Para que possamos nos localizar alguns aspectos relacionados ao espaço onde estamos é necessário para nossa compreensão.

    Pontos nodais, marcos, vias, limites são objetos de estudo não só do Urbanista como também das pessoas que vivem e são agentes modificadoras do espaço onde estão inseridas. A cidade é muito complexa e viva, por isso devemos enxergá-la de modo que possamos interagir, analisar e propor novas ideias e soluções para ela.

O espaço urbano é uma abstração do espaço social, que é o espaço total. Atribui-se, ao termo urbano, o que se considera próprio das cidades. Não se deve fazer referência ao urbano apenas pelo espaço físico das cidades, mas também pela sua organização social, política e econômica e também pelo modo de vida típico das cidades. Assim, o espaço urbano extrapola os limites físicos das cidades, pois essas características também são encontradas em parcelas do espaço rural. É um dos elementos de estudo do planejamento urbano e do paisagismo. – Wikipedia